Bancos anunciam criação da empresa Gestora de Inteligência de Crédito

CAIXA, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú divulgaram, nesta quarta-feira (14), comunicado a acionistas e ao mercado em geral sobre a criação da Gestora de Inteligência de Crédito, empresa cujo controle será compartilhado entre as cinco instituições financeiras. A empresa será responsável por desenvolver um banco de dados com informações cadastrais e creditícias de pessoas físicas e jurídicas, possibilitando o aperfeiçoamento dos processos de concessão de crédito no país. Leia, abaixo, a íntegra do comunicado.

COMUNICADO AO MERCADO

A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, por meio de sua subsidiária Caixa Participações S.A., comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em conjunto com o BANCO BRADESCO S.A., o BANCO DO BRASIL S.A., o BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A., e o ITAÚ UNIBANCO S.A., firmou nesta data os documentos definitivos necessários à constituição da empresa Gestora de Inteligência de Crédito S.A. (Companhia). O controle da Companhia será compartilhado entre as partes, sendo que cada uma delas deterá 20% de seu capital social. O Conselho de Administração da Companhia será composto por membros indicados pelas partes e a sua diretoria terá dedicação exclusiva ao negócio, preservando a gestão independente da empresa. Conforme informado no Comunicado ao Mercado, publicado em 21.1.2016, a Companhia desenvolverá um banco de dados com o objetivo de agregar, conciliar e tratar informações cadastrais e creditícias de pessoas físicas e jurídicas, nos termos das normas aplicáveis. Tal atuação propiciará, através de um conhecimento mais profundo do perfil das pessoas físicas e jurídicas, um significativo aperfeiçoamento dos processos de concessão, precificação e direcionamento de linhas de crédito realizados pelos entes participantes do Sistema Financeiro Nacional, resultando, assim, na melhoria do ambiente de crédito do país em uma perspectiva de médio e longo prazos. As partes estimam que a Companhia estará integralmente operacional em 2019.

A constituição da Companhia reafirma nossa confiança no futuro do Brasil e do mercado de crédito, criando condições para um mercado mais sólido e sustentável.

São Paulo, 14 de junho de 2017.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Governo quer dobrar arrecadação em apostas com privatização de loterias

Equipe econômica quer trazer os investidores para o mercado brasileiro e acredita que receitas de impostos sobre as loterias pode saltar rapidamente de R$ 6 bi para pelo menos R$ 12 bi

O governo federal conta com a privatização das loterias para dobrar a arrecadação de tributos sobre as apostas dos brasileiros. Com empresas experientes no ramo operando os jogos eletrônicos em todo o mundo, a equipe econômica quer trazer os investidores para o mercado brasileiro e acredita que o volume de receitas de impostos sobre as loterias pode saltar rapidamente de R$ 6 bilhões para pelo menos R$ 12 bilhões – arrecadação que pode ajudar a reforçar o caixa do Tesouro Nacional nos próximos anos enquanto as contas públicas ainda deverão ficar no vermelho.

O jornal O Estado de S.Paulo apurou que a Casa Civil deve enviar em breve ao Congresso projeto de lei que permitirá a operação da loteria esportiva e autorizará apostas online. “Isso mais do que duplicará a arrecadação federal com as loterias, quando os sistemas das duas empresas estiverem funcionando plenamente”, projetou fonte do governo. A ideia de editar uma Medida Provisória foi abandonada depois de parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A privatização da Lotex, que já tem legislação aprovada, está no Plano Nacional de Desestatização (PND) dentro da estrutura da Caixa.

A equipe econômica espera lançar o edital para a venda em agosto, com cerca de cem dias de prazo até o leilão, em novembro. Mas a ideia é antecipar em um mês esse prazo, já que não se trata de leilão complexo. Com isso, a nova empresa já estaria operando até o fim do primeiro semestre de 2018.A modelagem de venda das duas empresas está sendo feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A loteria de “SportBeting” deve ser criada na estrutura da Caixa e passada para a iniciativa privada no início de 2018. O ganho tributário com a operação de venda da Lotex entrou na conta do governo de receitas extraordinárias para fechar o Orçamento deste ano. Já a venda da “SportBeting” ficou para o Orçamento de 2018.

A Caixa continuará administrando as loterias que opera, como a Mega Sena. Nas duas empresas que serão leiloadas, deve ficar como parceira, com participação minoritária, em porcentual a ser definido.Os preços dos leilões dependerão do quanto a Caixa manterá no serviço. A principal vantagem para os cofres públicos não está no valor da venda, mas no acréscimo de arrecadação que se manterá ao longo do tempo.”O mercado internacional de apostas é concentrado em poucas empresas e muitas delas procuraram o governo com interesse nas loterias. Após o leilão, em cerca de seis meses a nova operação já estaria no ar porque, basicamente, demandaria investimentos apenas de software”, disse um integrante do governo, destacando que o apetite dos investidores é grande.

Lotéricas
Os donos de lotéricas estão preocupados com a perda de clientes. Hoje, os jogos só podem ser feitos na rede física de correspondentes espalhados pelo país. No novo modelo, poderão ser realizados até por smartphones.”É provável que uma parcela grande dos apostadores migre para a plataforma online e isso colocará em risco a rede de 13 mil lotéricas do país, que emprega cerca de 200 mil pessoas”, disse a diretora de comunicação da Associação dos Lotéricos de São Paulo e Interior (Alspi), Adriana Domingues.

Como a evolução do sistema parece inevitável, os lotéricos pleiteiam que a perda de receita com jogos seja compensada pela alta da tarifa em outros serviços prestados pelas lojas, que também atuam como correspondentes bancários da Caixa.Segundo dados da Alspi, para arrecadar o equivalente ao salário de um funcionário, cada lotérica precisa receber o pagamento de 4.400 contas de luz ou 3.167 boletos da Caixa. “As tarifas que recebemos nos serviços prestados à Caixa estão defasadas e essa balança precisa ser reequilibrada. O ajuste de taxas a cada 20 meses não repõe nem a inflação do período. Além disso, a rede de lotéricas quer ser mais competitiva na oferta de financiamentos e consórcios do banco”, disse Adriana.

Procurada, a Caixa respondeu, por meio de sua assessoria, que efetua reajustes periódicos nas tarifas das operações realizadas nas lotéricas. “O último reajuste foi feito pelo banco em junho de 2016, quando as tarifas foram atualizadas em 13,17% e os adicionais remuneratórios, que incluem os adicionais de segurança, foram reajustados em 10,43%”, relatou o banco.Como a relação com a Caixa é ruim, a Alspi defende que a privatização do mercado de loterias seja acompanhada da criação de uma agência reguladora dos jogos para colocar regras claras na relação entre as lotéricas e os novos administradores dos jogos de apostas”O melhor cenário seria que o Congresso aprovasse também a liberação de outros jogos de apostas, como o jogo do bicho, porque poderíamos ampliar a oferta de produtos em um mesmo local, mantendo assim mais apostadores na nossa base de clientes”, disse Adriana.

Boletos deverão apresentar CPF do pagador a partir de 2017

Informações vão para uma base de dados, acessível aos bancos.
Novo sistema evitará transtornos no pagamento de boletos atrasados.

 

A partir do ano que vem, os bancos vão passar a exigir que os boletos informem o CPF de quem está sendo cobrado. Isso vai tornar mais fáceis os pagamentos.

É uma das maneiras mais populares e fáceis de fazer um pagamento, desde que a gente não perca a data do vencimento.

Ao tentar pagar um boleto vencido com o aplicativo do banco, vem a mensagem: data inválida. Em muitos casos, é preciso ir numa agência do banco que emitiu o boleto para que os juros e a multa sejam calculados, ou pedir uma segunda via com uma nova data de vencimento. Um transtorno.

Com o novo sistema, boletos vencidos podem ser pagos no aplicativo, na agência lotérica, em qualquer banco. Os juros e a multa são calculados automaticamente. Disso não dá para se livrar, mas do transtorno, sim.

Os boletos só vão ser emitidos se a pessoa ou empresa pagadora informar o CPF ou CNPJ para quem está fazendo a cobrança. O cobrador envia o boleto e as informações vão para uma base de dados, acessível aos bancos. Quando o devedor fizer o pagamento, os dados do boleto têm que bater com os que estão no banco.

“O que a gente está imaginando é que em março a gente comece a fazer a consulta dessas duplas checagens para boletos acima de R$ 50 mil. Depois, ao longo do ano de 2017, nós vamos reduzindo esses valores até dezembro, quando a gente imagina que 100% da base tenha a dupla checagem”, diz Leandro Vilain, diretor da Febraban.

O cadastramento dos CPFs já começou. Em um condomínio em São Paulo, o síndico botou o aviso no elevador.

“Entrei no site da empresa responsável, fiz o cadastramento, cliquei em ‘atualizar’, bem simples”, conta  o empresário Daniel Barion.

O novo sistema deve evitar que fraudadores enviem boletos em nome de empresas e fiquem com o dinheiro.

“O morador acha que pagou, o condomínio não recebe a receita daquele morador e esse dinheiro foi desviado para uma conta de uma quadrilha, para uma fraude”, afirma Angélica Arbex, gerente de relacionamento com clientes.

Quando vai acabar a crise econômica do Brasil?

Confira o que diz o FMI sobre a crise econômica brasileira:

 

Segundo o FMI, com o fim da crise política, o Brasil pode voltar a crescer timidamente em 2017 ou, talvez nem cresça, a estimativa é de algo em torno de 0%. De qualquer maneira, se não ocorrer nenhuma outra tragédia no meio do caminho, isso seria um claro indício de que a crise teria passado, e a retomada da economia no azul se daria a partir de 2018.

 

Segundo Oya Celasun, chefe da divisão de Estudos Mundiais do FMI, a maior crise da história do Brasil está ocorrendo por vários fatores:

 

A recessão brasileira vem de uma confluência de fatores. Primeiro veio a queda nos preços das commodities, o que significa queda de receita para o Brasil. Houve um ajuste, com atraso, nos preços administrados, que pesaram na demanda. A confiança fraca, que vem da necessidade de um ajuste fiscal, e atrasos na articulação e implementação de um plano para isso. A incerteza política é parte deste mix, afetando a confiança, e ainda podemos acrescentar, o apertado das atuais condições financeiras como fator adicional de pressão”.

 

O que diz o IPEA sobre a atual crise econômica do Brasil:

 

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil já apresenta atualmente, sinais de que o início da recuperação brasileira está bem próximo, esses sinais são percebidos principalmente na indústria nacional. A desvalorização do real ante o dólar está beneficiando setores exportadores, com destaque para os setores têxtil, madeireiro e de calçados.

 

Já os setores de comércio e serviços, diferentemente da indústria, ainda não sentiram qualquer alívio na crise econômica:

Os serviços tendem a levar um tempo maior para se recuperar porque depende muito da renda dos consumidores e essa renda vai demorar a se recuperar por conta da questão do emprego“, disse José Ronaldo Souza Júnior, coordenador do Grupo de Conjuntura do IPEA.

A renda em baixa, o aumento dos índices de desemprego, tudo isso têm prejudicado severamente a recuperação da demanda doméstica por bens e serviços. “A gente vê um longo caminho [para a recuperação da economia], porque a gente olha para os indicadores de confiança, principalmente dos consumidores, e vê que eles ainda estão muito pessimistas“, afirmou o pesquisador.

 

Conclusões sobre a crise econômica:

 

Segundo as projeções acima, e outras que existem no mercado financeiro com mais ou menos as mesmas expectativas, é de que a fotografia para a macroeconomia brasileira no médio prazo seja essa: de um 2017 melhor que 2016, onde haverá uma retomada, um momento de virada, de virar a chave, passando do vermelho para o azul; de um 2018 com crescimento fraco no geral, com indústria mais aquecida, e comércio e serviços melhorando timidamente, e talvez um último trimestre já bem melhor; com esperanças de um 2019 com crescimento mais parecido com o resto do mundo, que diga-se de passagem, também está devagar, com média em torno de 3%, e sem perspectiva para chegar aos 4%.

Portanto, tudo indica que o pior já passou, as empresas e os cidadãos em geral, devem nesse momento, se organizar e se planejar para novos tempos, novos desafios e oportunidades. Que essa terrível crise sirva de lição para o Brasil, sem investimentos reais nos alicerces básicos como infraestrutura e educação, nenhum país consegue romper a barreira do subdesenvolvimento.

 

Por:

Edson Luiz Pocahi – Escritor, Jornalista, Filósofo, Empreendedor Digital, Consultor de Negócios

E-mail: [email protected]

Bancos: Novos Rumos da Tecnologia Bancária

Bancos se aproximam de fintechs

 

Você sabe o que são fintechs? Fintechs são as startups de tecnologia do setor financeiro, e os bancos estão se aproximando delas para adquirir e testar novas tecnologias bancárias, ou até mesmo contratá-las como fornecedores de determinado serviço ou produto.

 

Novas maneiras de se fazer negócios estão surgindo, impulsionadas pela geração Y (nascidos a partir dos anos 80), esses negócios costumam eliminar intermediários, buscam a comparação frenética de produtos e preços, e valorizam o testemunho, positivo ou negativo, de outros consumidores.

 

É nesse clima novo que uma nova geração de aplicativos e sites surgem, sendo capitaneados por jovens recém-saídos das universidades, realizando transações financeiras que até bem pouco tempo, eram exclusividade das agências bancárias, lotéricas ou correspondentes bancários, como pagamentos de contas, transferências de valores, contratações de produtos de seguridade, e até, renegociações de dívidas.

 

Em sua palestra no Ciab Febraban 2016, Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, reconheceu que nunca esteve tão envolvido com assuntos que envolvem tecnologia, nos 22 anos em que está à frente do maior banco privado do país:

 

“Se a gente não souber trabalhar, olhando tudo o que está acontecendo no mundo, corre o risco de ficar para trás”

 

O desafio é trazer aos consumidores, serviços de maior qualidade e facilidade, mais rápidos, práticos, convenientes e com preços competitivos, usando as novas tecnologias para quebrar barreiras, simplificar processos e inovar.

Aos olhos do mercado, as fintechs, são as “entrantes” do setor, e surgiram principalmente, com a popularização dos smartphones e a digitalização da indústria e dos serviços.

Para o setor, essas empresas são a vertente financeira da revolução digital que obrigou empresas de diferentes setores (gravadoras de música, radiodifusão, imprensa, telecomunicações, comércio varejista, moda, entre outras), a rever seus conceitos e antigos processos, em nome da interação contínua com o consumidor.

 

O que podemos esperar desta revolução no sistema financeiro?

 

Surgirá um novo Google ou Facebook no setor? Difícil dizer. Aquisições? Sim, nada deve impedir que as atuais instituições bancárias comprem uma dessas empresas e suas ideias inovadoras. O que deve acontecer é que as tarifas por serviços bancários caiam por conta dos menores custos envolvidos. Quanto mais digital um banco for, menos robusto em termos de estrutura física e de pessoal ele será, com isso poderá baixar seus preços para não ficar para trás.

Há muita água para rolar, muitas experimentações serão feitas, mas se você está no setor financeiro, a única coisa que você não pode fazer, é ficar parado!

Questione o seu negócio, seus produtos, serviços e atendimento. Veja o que está sendo feito de novo, isso é muito importante para que as parcerias se mantenham fortes e atuantes nesse mercado que está em transformação.

 

Por:

Edson Luiz Pocahi – Escritor, Jornalista, Filósofo, Empreendedor Digital, Consultor de Negócios

E-mail: [email protected]

Caixa responde as reivindicações apresentadas na Audiência Pública.

Aconteceu hoje em Brasília uma reunião que contou com a participação de dirigentes da Caixa Econômica Federal, Diretoria da ALSPI e os Deputados Federais, Herculano Passos, Nelson Marquezelli e Goulart, para receber as repostas do banco as reivindicações apresentadas pela classe lotérica na Audiência Pública ocorrida em 29/06 passado.

Após análise criteriosa do documento por todos os representantes da Associação, a Diretoria da ALSPI irá se manifestar sobre o assunto num próximo Informativo.

Leia a resposta da Caixa