Bancos: Novos Rumos da Tecnologia Bancária

Bancos se aproximam de fintechs

 

Você sabe o que são fintechs? Fintechs são as startups de tecnologia do setor financeiro, e os bancos estão se aproximando delas para adquirir e testar novas tecnologias bancárias, ou até mesmo contratá-las como fornecedores de determinado serviço ou produto.

 

Novas maneiras de se fazer negócios estão surgindo, impulsionadas pela geração Y (nascidos a partir dos anos 80), esses negócios costumam eliminar intermediários, buscam a comparação frenética de produtos e preços, e valorizam o testemunho, positivo ou negativo, de outros consumidores.

 

É nesse clima novo que uma nova geração de aplicativos e sites surgem, sendo capitaneados por jovens recém-saídos das universidades, realizando transações financeiras que até bem pouco tempo, eram exclusividade das agências bancárias, lotéricas ou correspondentes bancários, como pagamentos de contas, transferências de valores, contratações de produtos de seguridade, e até, renegociações de dívidas.

 

Em sua palestra no Ciab Febraban 2016, Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, reconheceu que nunca esteve tão envolvido com assuntos que envolvem tecnologia, nos 22 anos em que está à frente do maior banco privado do país:

 

“Se a gente não souber trabalhar, olhando tudo o que está acontecendo no mundo, corre o risco de ficar para trás”

 

O desafio é trazer aos consumidores, serviços de maior qualidade e facilidade, mais rápidos, práticos, convenientes e com preços competitivos, usando as novas tecnologias para quebrar barreiras, simplificar processos e inovar.

Aos olhos do mercado, as fintechs, são as “entrantes” do setor, e surgiram principalmente, com a popularização dos smartphones e a digitalização da indústria e dos serviços.

Para o setor, essas empresas são a vertente financeira da revolução digital que obrigou empresas de diferentes setores (gravadoras de música, radiodifusão, imprensa, telecomunicações, comércio varejista, moda, entre outras), a rever seus conceitos e antigos processos, em nome da interação contínua com o consumidor.

 

O que podemos esperar desta revolução no sistema financeiro?

 

Surgirá um novo Google ou Facebook no setor? Difícil dizer. Aquisições? Sim, nada deve impedir que as atuais instituições bancárias comprem uma dessas empresas e suas ideias inovadoras. O que deve acontecer é que as tarifas por serviços bancários caiam por conta dos menores custos envolvidos. Quanto mais digital um banco for, menos robusto em termos de estrutura física e de pessoal ele será, com isso poderá baixar seus preços para não ficar para trás.

Há muita água para rolar, muitas experimentações serão feitas, mas se você está no setor financeiro, a única coisa que você não pode fazer, é ficar parado!

Questione o seu negócio, seus produtos, serviços e atendimento. Veja o que está sendo feito de novo, isso é muito importante para que as parcerias se mantenham fortes e atuantes nesse mercado que está em transformação.

 

Por:

Edson Luiz Pocahi – Escritor, Jornalista, Filósofo, Empreendedor Digital, Consultor de Negócios

E-mail: [email protected]